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A crise econômica e os Sócios Torcedores

Por Luiz Filipe 09/09/2016 09:49h

Depois do texto "Boa campanha e craque não garantem Sócio Torcedor sem estádio" fomos questionados pelo @DiogenesM30 se a crise econômica do Brasil não teria dificultado a adesão de novos Sócios Torcedores.

Resolvemos analisar melhor e concluímos que sim, mas mesmo assim, o Flamengo, que foi o exemplo do texto anterior, e alguns outros clubes, sofreram mais que a média.

Comparamos o crescimento de STs entre (01/01/2015 a 05/09/2015) e (01/01/2016 a 05/09/2016).

Em 2015, houve um crescimento de 253.551, já em 2016, o crescimento foi 70% menor. Apenas 74.916 novos STs.

O Flamengo teve a maior queda. Em 2015, o clube teve 18.296 novos STs. Em 2016, perdeu 10.758. Já o Atlético MG teve o maior crescimento, foi de 8.838 para 16.907, mesmo com a crise.

Outra questão levantada pelo @DiogenesM30 foi que os clubes que possuem planos de STs com valores menores sentiriam menos a crise. Mas quando comparamos, podemos ver que não é bem assim.

Apesar do plano de entrada do Flamengo custar R$ 29,90/mês, Corinthians e Palmeiras (segundo e terceiro que mais caíram) possuem planos de R$ 9,00 e de R$ 12,99 por mês, respectivamente.

Os únicos clubes que tiveram crescimento em 2016 foram Atlético MG e Grêmio. O Galo até tem um plano mais barato (R$ 13,00/mês), mas o Tricolor conseguiu ter crescimento mesmo com um plano custando R$ 28,00 por mês.

Com certeza um plano mais acessível potencializa a adesão de novos STs, ainda mais em tempos de crise. Mas também não é uma garantia. Um programa de Sócio Torcedor é muito mais difícil de ser analisado que apenas pelo valor da mensalidade. Não é apenas criando um plano barato que se resolve o problema.

Além do mais, como estamos comparando os mesmos planos, apenas em períodos diferentes, da mesma forma que hoje os planos mais baratos são mais fáceis serem mantidos, há 1 ano atrás, estes mesmos planos eram mais fáceis de terem adesões. Se o torcedor tinha condição de pagar planos de apenas 10 reais, hoje, provavelmente, nem esse ele pode pagar. O que gera uma queda. O mesmo raciocínio vale para planos mais caros, já que a crise econômica afetou praticamente todas as classes sociais.

As únicas situações onde o valor baixo dos planos afeta menos são os casos onde o torcedor tem um poder aquisitivo mais alto e optou por um plano mais barato. Nesse caso, o torcedor com mais poder aquisitivo teria mais condições de se manter como Sócio Torcedor.